Presença do índio em Pernambuco | Viva Petrolina
publicidade

Presença do índio em Pernambuco

jan 29th, 2012 arquivado em Enciclopédia Viva. Você pode seguir qualquer resposta para esta notícia através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackback para esta notícia

- Imprimir Imprimir

Ritual dos índios Pankararu, Brejo dos Padres – Pernambuco/2006 (fotografia/Bruno Pacheco de Oliveira)

Índios em Pernambuco

Quando os primeiros europeus chegaram ao território brasileiro, no início do século XVI, vários grupos indígenas ocupavam a região Nordeste. No litoral, predominavam as tribos do tronco linguístico tupi, como os Tupinambás,Tabajaras e os Caetés, os mais temíveis. No interior, habitavam grupos dos troncos linguísticos Jê, genericamente denominados Tapuias.

Como em outras regiões brasileiras, a ocupação do território em Pernambuco começou pelo litoral, nas terras apropriadas para a agroindústria do açúcar, onde os indígenas eram utilizados pelos portugueses como mão-de-obra escrava nos engenhos e nas lavouras, especialmente por parte daqueles que não dispunham de capital suficiente para comprar escravos africanos.

Após um período de paz aparente, os índios reagiram a esse regime de trabalho através de hostilidades, assaltos e devastações de engenhos e propriedades, realizados principalmente pelos Caetés, que ocupavam a costa de Pernambuco.

A guerra e a perseguição dos portugueses tornaram-se sistemáticas, fazendo com que os índios sobreviventes tivessem que emigrar para longe da costa. Porém, a criação de gado levou os colonizadores a ocupar terras no interior do Estado, continuando assim a haver conflitos.

As relações entre os criadores de gado e os índios, no entanto, eram bem menos hostis do que com os senhores de engenho, mas a sobrevivência das tribos, que não se refugiavam em locais remotos, só era possível quando atendia aos interesses dos criadores e não era assegurada aos indígenas a posse de suas terras.

Durante os dois primeiros séculos do Brasil Colônia, as missões religiosas jesuíticas eram a única forma de proteção com que os índios contavam. Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, os aldeamentos permaneceram sob a orientação de outras ordens religiosas, sendo entregues, posteriormente, a órgãos especiais, porém as explorações e injustiças contra o povo indígena continuaram acontecendo.

Sabe-se, através de algumas fontes, que nos séculos XVIII e XIX uma quantidade indeterminada de índios foi aldeada no território pernambucano, mas aparentemente não há registros de sua procedência.

Existiam os aldeamentos dos Garanhuns, próximo à cidade do mesmo nome; dos Carapatós, Carnijós ou Fulni-ô, em Águas Belas; dos Xucurus, em Cimbres; dos Argus, espalhados da serra do Araripe até o rio São Francisco; dosCaraíbas, em Boa Vista; do Limoeiro na atual cidade do mesmo nome; as aldeias de Arataqui, Barreiros ou Umã, Escada, da tribo Arapoá-Assu, nas margens dos rios Jaboatão e Gurjaú; a aldeia do Brejo dos Padres, dos índios Pankaru ouPankararu; aldeamentos em Taquaritinga, Brejo da Madre de Deus, Caruaru e Gravatá.

No século XIX, a região do atual município de Floresta e diversas ilhas do rio São Francisco se destacavam pelo grande número de aldeias, onde habitavam os índios Pipiães, Avis, Xocós, Carateus, Vouvês, Tuxás, Aracapás, Caripós, Brancararus e Tamaqueús.

O desaparecimento da maioria das tribos deve-se às diversas formas de alienação de terras indígenas no Nordeste ou da resolução do Governo de extinguir os aldeamentos existentes.

Dos grupos que povoaram Pernambuco, salvo alguns sobreviventes, pouco se sabe. O fato dos índios não possuírem uma linguagem escrita, dificultou muito a transmissão das informações.

Existem legalmente em Pernambuco, sete grupos indígenas: os Fulni-ô, em Águas Belas; os Pankararu, nos municípios de Petrolândia e Tacaratu; os Xucuru, em Pesqueira; os Kambiwá, em Ibimirim, Inajá e Floresta; os Kapinawá, em Buíque os Atikum, em Carnaubeira da Penha e os Truká, em Cabrobó. Essestrês últimos grupos foram identificados mais recentemente.

Após terem passado por uma série de mudanças ambientais e culturais, esses índios conseguiram sobreviver e, apesar de terem estabelecido contato com os não-índios, alguns ainda conservam, ainda que precariamente, traços da sua tradição.

Todos se auto-identificam como indígenas e pouco se diferenciam uns dos outros racial ou culturalmente. Devido à forte miscigenação com brancos e negros, a sua aparência física perdeu a identidade.

São índios aculturados, mas que mantêm sua sociedade à parte. As tradicionais figuras do cacique e do pajé, ainda sobrevivem em todos os grupos, assim como o toré é dançado em todas as comunidades, não apenas como divertimento, mas também na transmissão de traços culturais. Com exceção dos Fulni-ô, nenhum dos grupos conservou o idioma tribal.

O índio teve uma grande influência na formação étnica, na cultura, nos costumes e na língua portuguesa falada no Brasil. Em Pernambuco, palavras como Gravatá, Caruaru, Garanhuns e bairros do Recife com Parnamirim e Capunga, estão associados a antigos locais de moradia indígena.

Atualmente, os principais problemas enfrentados pelos grupos indígenas pernambucanos são os conflitos entre facções rivais da tribo Xucuru; a influência do tráfico de drogas entre os Truká e a invasão de terras pertencentes aos Fulni-ô.

Pernambuco é o quarto Estado do Brasil em número de indígenas.

 Recife, 19 de agosto de 2003.

(Atualizado em 28 de agosto de 2009).

 

FONTES CONSULTADAS:

CAVALCANTE, Simone. Ouricuri: o mistério Fulni-ô. Brasil Indígena, Brasília, D.F., ano 2, n. 11, p. 18-19, jul./ago. 2002.

As Comunidades indígenas de Pernambuco, Recife: Instituto de Desenvolvimento de Pernambuco-Condepe, 1981.

SÁ, Marilena Araújo de. “Yaathe” É a resistência dos Fulni-ô.  Revista do Conselho Estadual de Cultura, Recife, Ed. especial, p. 48-54, 2002.

SOUZA, Vânia Rocha Fialho de Paiva e. As fronteiras do ser Xukuru. Recife: Fundaj. Ed. Massangana, 1998.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: GASPAR, Lúcia. Índios em Pernambuco. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

Lúcia Gaspar, Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco                              pesquisaescolar@fundaj.gov.br

 

=========================================================================

 

Etnias: Xukuru, Kapinawá, Kambiwá, Atikum, Truká, Pankararu, Tuxá, Fulni-ô (ainda há os Pankaiuká, Pankará e Pipipã)

 

 

Imagem ilustrativa

Presença do Índio em Pernambuco

A história dos povos indígenas de Pernambuco, como a dos demais índios brasileiros, é tarefa ainda a ser realizada. Ao pesquisador se oferecem, como ponto de partida, as dificuldades provocadas pelo fato de que nossos índios não tinham uma linguagem escrita, e que na história do Brasil os personagens indígenas aparecem como o quase animal a ser domado ou exterminado, e não como um semelhante que merecesse do europeu conquistador um tratamento semelhante ao dispensado pelos historiadores e antropólogos modernos.

Assim, é na história da formação da sociedade brasileira que estão escritos, de forma nem sempre precisa, os poucos dados existentes da história indígena, e do processo que significou a quase extinção dos habitantes originais deste país.

Se por um lado, a sociedade brasileira assimilou, além da contribuição à sua formação étnica, usos e costumes indígenas, por outro, não lhe foi ensinado a valorizar a participação do elemento indígena na alimentação, no português aqui falado, na habitação pobre de milhões de brasileiros que vivem em casa de taipa, nos utensílios usados, etc. deixou-se de aprender que nomes como Gravatá, Caruaru e Garanhuns, para citar apenas alguns municípios de Pernambuco, assim como até mesmo bairros do Recife, como Parnamirim e Capunga, estão associados a antigos locais de moradia dos índios. esta mesma contradição é encontrada no estudo da colonização portuguesa em terras pernambucanas que encerra por um lado aspectos de esforço e tenacidade por parte dos portugueses e apresenta ao mesmo tempo exemplo lastimável e brutal de extermínio do elemento indígena.

Como em outras regiões do Brasil, a ocupação do território pernambucano se iniciou pela costa, nas terras apropriadas ao desenvolvimento da agroindústria do açúcar, empreendimento em cujo o início o indígena servia de braço escravo nos engenhos e no trabalho das lavouras principalmente nos estabelecimentos que não comportavam o dispêndio de capital exigido pelo elemento africano.

Marcando o fim de um primeiro período de povoação caracterizado por aparente tranqüilidade, a reação dos indígenas a tal regime de trabalho e exploração, cedo se fez sentir na forma de hostilidades, assaltos, devastações de engenhos e propriedades, promovidos principalmente pelos Caetés, temíveis ocupantes da costa de Pernambuco, e, posteriormente também pelos Potyguaras que habitavam no extremo norte de Pernambuco e pelos Tabajaras, estes antigos aliados dos portugueses.

A ação violenta dos portugueses foi redobrada quando foi morto o primeiro bispo do brasil, acontecimento que motivou a resolução régia estabelecendo escravidão perpétua aos Caetés. na prática, tal medida se estendeu a todos os demais indígenas do litoral e deu caráter legal ao regime primário de esbulho, escravidão e morte instituído pelos chamados nobres que aqui se instalaram.

Desde então, a guerra contra os indígenas tomou caráter sistemático, atenuada apenas quando da aliança de muitas tribos com os franceses e os holandeses que disputavam aos portugueses o domínio da terra. exceto nessas ocasiões, restou aos índios sobreviventes o recurso de emigrar para mais longe da costa.

A prosperidade do empreendimento colonial, entretanto, dependia enormemente do gado que, além de produto básico de alimentação servia como agente motor e meio de transporte, dando origem à primeira fase de expansão da pecuária que se transformaria rapidamente na forma mais generalizada de ocupação das terras do interior nordestino.

No litoral, a agricultura e a criação de gado mostraram-se desde cedo incompatíveis, e, em defesa das plantações, promoveu-se a retirada dos currais para o interior, distante dos engenhos, dos canaviais e dos mandiocais.

Nos fins do século XVIII, vastas extensões do médio São Francisco estavam ocupadas, e o estabelecimento de currais se faria também em direção ao norte, ao longo do vale do Rio Pajeú, atravessando Pernambuco e, em seguida a paraíba, o rio grande do norte, e a oeste, o Piauí. iniciou-se também nas novas áreas ocupadas a distribuição da sesmarias para as quais eram atraídas vastas populações para fundar os currais.

As relações entre criadores e indígenas eram bem menos hostis que entre estes e os senhores de engenho. os grupos mais acessíveis ao convívio com os novos donos da terra e ao trabalho mais ameno nas fazendas de criação permitiu a aliança entre brancos e índios embora isto não impedisse que várias guerras fossem necessárias para expulsar ou exterminar as muitas tribos que se opuseram tenazmente à invasão do seu território. para reforçar a ação dos criadores contra as nações rebeldes, convocaram-se inclusive os serviços dos paulistas, experientes exterminadores de índios, muitos dos quais permaneceram como povoadores das terras que foram desocupadas.

A sobrevivência das tribos que não procuravam refúgio em locais remotos, era possível apenas quando a serviço dos interesses dos criadores contra outros proprietários ou mesmo contra outros povos indígenas, e não assegurou às tribos aliadas a posse de suas terras.

Nos dois primeiros séculos da colônia, as missões religiosas foram a única forma de proteção de que dispunham os índios. após a expulsão dos jesuítas em 1759, os aldeamentos por eles criados, e de cujo início quase nada se sabe, permaneceram sob a orientação de outros religiosos e foram posteriormente entregues a órgãos especiais. entretanto, o trabalho desempenhado pelas juntas de missões e pelos governadores de índios e as atenções dispensadas aos primitivos habitantes do nordeste durante o império em nada contribuíram para impedir as explorações e injustiças de que continuaram sendo alvo as tribos que conseguiram alcançar o século XIX.

Das nações que originalmente povoaram o estado, salvo poucos sobreviventes, quase além dos nomes daquelas aldeadas por missionários religiosos está registrado na história de Pernambuco.

Embora a atividade missionária se tivesse iniciado desde o século XVI, até os fins do século seguinte apenas sobre cerca de vinte aldeamentos existem referências. destes, os cinco mais ou menos localizados são: o de são Miguel ou serigi, fundado em 1591 em terras do atual município de Paudalho, um aldeamento Caeté em Ipojuca, o aldeamento de são Miguel de Iguna e dois no Recife, um na estrada do Parnamirim e outro na localidade de Salinas, no atual bairro de Santo Amaro.

Nos séculos XVIII e XIV uma quantidade indeterminada de índios foi aldeada sem, aparentemente, nenhum registro dos seus locais de procedência. são os aldeamentos: dos índios Garanhuns, próximo à cidade de mesmo nome, dos Carapotó ou Carnijó ou Fulni-ô, em Águas Belas, dos Xukuru, em Cimbres, na Serra do Ororubá, dos Porcás, em Nossa Senhora do Ó, a aldeia dos Paratiós, próxima de Cimbres, diversas aldeias dos índios Argus que se espalhavam desde a serra do limoeiro na atual cidade de mesmo nome, a aldeia de Arataqui na Freguesia de Tacoara, a aldeia de Barreiros ou do Umã, a aldeia de Escada, o aldeamento terras do rei, em Altinho, a aldeia da tribo Arapoá-assu nas ribeiras dos rios Jaboatão e Gurjaú, a aldeia do Brejo dos Padres, de índios Pankaru ou Pankararu, e finalmente aldeamentos em Taquaritinga, Brejo da Madre de Deus, Caruaru e Gravatá.

Ainda no século XIX, duas áreas do estado se destacavam pelo grande número de aldeamentos encontrados: a região do atual município de Floresta e diversas ilhas do rio São Francisco. Estas foram exatamente as primeiras áreas interioranas que mais sofreram com o processo de despovoamento decorrente da expansão pastoril no nordeste, e se constituíam o habitat natural das tribos que ali permaneceram sob a proteção missionária.

Na primeira encontram-se os índios Umãs e Vouvês no Olho d’água da Gameleira, em Cabrobó, os índios Pi-pi-pã e Avis num local indeterminado entre os rios Moxotó e Pajeú e a Serra do Periquito, os índios Xocó nas cabeceiras dos rios Piancó e Terra Nova, o aldeamento da baixa verde composto de índios Vouvês, Carateus, Umãs e Pipães e a Serra Negra, local que durante muitos anos serviu de refúgio a inúmeras tribos não identificadas e perseguidas por fazendeiros das vizinhanças.

No rio São Francisco, as aldeias localizadas são as de Nossa Senhora da Conceição, na Ilha do Pambu, de São Félix, de índios Tuxá na ilha do Cavalo, a de são Francisco, de índios Aracapás, a de santo Antônio, na ilha irapuã, a de N.S.ª da piedade, na ilha do Inhamum, a de N. Senhora do Pilar, de índios Tamaquéus, a de Santa Maria, em três ilhas contíguas no município de Boa Vista e a de Assunção, na ilha de mesmo nome, no município de Cabrobó.

O levantamento é incompleto e calcado apenas parte de fontes ainda a serem extensivamente exploradas. esta informação torna-se particularmente significativa ao se considerar que, segundo relatório do governo da província de Pernambuco publicado em 1873, dos aldeamentos acima citados restavam apenas 07 na segunda metade do século passado: o de escada, o do riacho do mato, o de barreiros, o de cimbres, o de Águas Belas, o do brejo dos padres e o da ilha de assunção desaparecimento de tantas tribos é explicado pelas diversas formas de alienação de terras indígenas postas em prática no nordeste, ou da resolução do governo em determinada época de extinguir os aldeamentos existentes. destas últimas 7 aldeias algumas não alcançaram nossos dias; os povos que compõem as restantes, os Xucuru, os Fulni-ô, os Pankararu e os Truká, foram acrescidos os Atikum, os kambiwá e os kapinawá, identificados mais recentemente, como grupos indígenas ainda existentes em Pernambuco.

ÍNDIOS DO BRASIL

 Estima-se, com base nas fontes históricas disponíveis, que no começo do século XVI a população autóctone que vivia dentro do território onde posteriormente se consolidariam as fronteiras do Brasil chegava a 5 milhões de indivíduos.

Ao longo de séculos de  contato com a civilização ocidental, aquele contingente indígena inicial sofreu contínuo processo de redução populacional que provavelmente durou até o fim da década de 1950.

 A partir de então houve uma recuperação demográfica, facilitada pela demarcação ainda inconclusa das terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas, e pela extensão de serviços de assistência prestados pelo órgão do estado, missões laicas e religiosas.

A população indígena do Brasil é de aproximadamente 350 mil indivíduos, sem contar com os índios isolados. Esse número tende a crescer diante da continuidade dos mecanismos de proteção de taxas de natalidade superiores à média nacional.

 Essa população está distribuída em cerca de 227 etnias, que falam cerca de 175 línguas distintas. A classificação lingüística reconhece a existência de dois troncos principais (tupi e macro-jê) e de outras seis famílias lingüísticas de importância significativa ( aruak, arawá, Karib, maku, tukano e yanomami), além de muitas línguas sem filiação definida.

 Cerca de 60% da população indígena brasileira vive na região designada como Amazônia Legal, mas registra-se a presença de grupos indígenas em praticamente todas as unidades da Federação. Somente no Rio Grande do Norte, no Piauí e no Distrito Federal não se encontram grupos indígenas.

 A característica principal da população indígena no Brasil é a sua grande heterogeneidade cultural. Vivem no Brasil desde grupos que ainda não foram contactados e permanecem inteiramente isolados da civilização ocidental, até grupos indígenas semi-urbanos e plenamente integrados às economias regionais. Independentemente do grau de integração que mantenham com a sociedade nacional, esses grupos aculturados preservam sua identidade étnica, se auto identificam e são identificados como índios. Atualmente os principais grupos indígenas brasileiros em expressão demográfica são: Tikuna, Tukano, Macuxi, Yanomami, Guajajara, Terena, Pankararu, Kayapó, Kaingang, Guarani, Xavante, Xerente , Fulni-ô, dentre outros.

 As terras indígenas no Brasil cobrem uma extensão de 958.303 Km quadrados, o que corresponde a cerca de 11,21% do território nacional.

 CONTRIBUIÇÕES

Os índios contribuíram muito para a nossa cultura.

Por terem sido os primeiros habitantes desta terra, os invasores absorveram muito dos seus hábitos.

Hoje temos como herança indígena palavras originárias de suas línguas maternas. Como exemplo podemos citar: Itamaracá, Itapissuma, Igaraçu.

Outra contribuição importante foram alguns itens de nossa alimentação, como a macaxeira, a tapioca, o beiju, a mandioca.

A prática do uso de ervas medicinais para cura de doenças também aprendemos com os índios, como a erva cidreira, aroeira, pau roxo, camapu, mandacaru.

A organização social dos grupos indígenas, serve de modelo para criação das Associações e Cooperativas.

Fonte: Almir Torres (Presença do Índio em Pernambuco)

Obs: Estamos sempre atualizando esta categoria “Aspectos de Petrolina”, caso tenha alguma matéria, correção, fotos, vídeos ou qualquer outra informação, favor enviar para: redacaoviva@hotmail.com

 

=========================================================================

 

Comentar esta matéria